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Lição 6 – “Estou aborrecido porque vejo algo que não está lá.”





1. A Lição


“Estou aborrecido porque vejo algo que não está lá.”


Essa ideia se aplica a todas as formas de perturbação emocional—raiva, medo, tristeza, ansiedade. Cada vez que você se sente incomodado, é porque sua mente está interpretando a situação através de lentes do passado ou do medo imaginado. A lição nos convida a perceber que o sofrimento não vem do que está acontecendo, mas do significado que damos ao que acontece.


Você pode praticar nomeando a emoção e a situação:


“Estou com raiva de ___ porque vejo algo que não está lá.”

“Tenho medo de ___ porque vejo algo que não está lá.”

“Estou preocupado com ___ porque vejo algo que não está lá.”

Repita isso várias vezes ao longo do dia, especialmente quando emoções fortes surgirem. Seja honesto. Seja específico.


2. Explicação


Essa lição revela o quanto do nosso sofrimento não está na realidade, mas na percepção—mais precisamente, na percepção distorcida. A mente reage não ao que está acontecendo, mas ao que acredita estar acontecendo. Quando nos sentimos perturbados, muitas vezes estamos presos num ciclo de projeção, vendo o que tememos em vez do que é real.


Do Texto:


“Você vê o que espera, e espera o que convida. Sua percepção é o resultado do que você convida.”

O Curso ensina que estamos constantemente projetando significados sobre o mundo. Se acreditamos que somos indignos, não amados, inseguros—veremos o mundo assim. Não porque ele é assim, mas porque o ego não consegue ver além de seu próprio filtro.


A visão mais profunda nos convida a despertar para uma realidade mais verdadeira—não moldada pelo medo ou pela defesa, mas pela presença do amor. Como disse Rumi: “Não se perca em sua dor, saiba que um dia sua dor se tornará sua cura.” A cura começa quando percebemos que aquilo que vemos—e que achamos estar causando nosso sofrimento—não é real. É apenas uma sombra projetada na parede da caverna.


3. Integração


Na visão mais profunda da vida espiritual, a percepção não é uma experiência passiva, mas uma participação ativa na forma como criamos significado. Essa visão vai além do modelo antigo que dizia para mudarmos nosso comportamento para agradar a Deus. Ela nos mostra que precisamos permitir que o Espírito cure a forma como vemos—porque a maneira como vemos determina a maneira como vivemos.


A igreja tradicional muitas vezes enfatizou evitar o pecado para permanecer no favor de Deus. Mas essa compreensão mais profunda nos lembra que o pecado não diz respeito a punição—ele é uma falha na percepção. Pecar é “errar o alvo”. E o alvo que erramos com mais frequência… é o amor.


Quando nossa percepção é curada, paramos de reagir a fantasmas. Paramos de nos defender de ilusões. Começamos a ver os outros como são—e não como nossos medos os fazem parecer.


Essa é a visão que Jesus veio nos oferecer: não apenas novas regras, mas novos olhos. Olhos que enxergam pela graça. Olhos que veem pela presença. Olhos que veem o amor onde antes havia apenas medo.


4. Versículos Bíblicos e Novo Significado


2 Coríntios 5:7 – “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.”

Visão tradicional: A fé é a crença em verdades espirituais invisíveis.

Visão mais profunda: Nossa visão comum é turvada pelo medo e pelo ego. A verdadeira fé é confiar na realidade de Deus, não nas interpretações distorcidas da mente.


João 7:24 – “Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos.”

Visão tradicional: Ser justo e criterioso.

Visão mais profunda: As aparências enganam. Julgar com justiça é enxergar com os olhos do amor, não com as suposições do medo.


Gênesis 3:7 – “Então os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus.”

Visão tradicional: O início da vergonha humana.

Visão mais profunda: O primeiro momento em que a humanidade passou a ver através do medo. Seus olhos foram “abertos” para uma percepção falsa—onde a separação tomou o lugar da comunhão.



5. Mensagem aos Amigos


Neste fim de semana, Darcia e eu não conseguimos nos encontrar.


Não estávamos gritando. Não estávamos brigando. Mas estávamos distantes. Voltamos ao velho padrão—eu desejando o carinho e a presença dela, e ela sentindo que dá e dá e eu nunca vejo.


Tudo começou com um momento pequeno, mas carregado de peso.


Levei para o Augusto um brinquedo que ele estava esperando. Mas era o brinquedo errado. O mesmo que ele já tinha. Ele ficou devastado. Não pelo brinquedo, mas pelo que ele significava—três dias esperando, criando esperança.


Meu primeiro instinto foi sentar com ele. Ficar ao lado da tristeza. Apenas estar ali.

E então senti vontade de fazer algo mais—levar ele para trocar o brinquedo. Ainda tínhamos tempo antes do jantar na casa dos nossos amigos. No meu coração, eu sabia que o coração de Augusto vinha primeiro. Sabia que Pedro entenderia.


Mas quando perguntei à Darcia, ela disse não.

Sentiu que tínhamos um compromisso. E naquele momento, eu abandonei o que o amor estava me dizendo.


Obedeci ao que achei que deveria fazer, em vez do que eu sabia que era certo.

Não porque concordava.

Mas porque, lá no fundo, eu tinha medo.


Medo de que, se eu seguisse meu caminho, ela retirasse o amor.

Medo de que, se eu seguisse minha verdade, perderia a dela.


Essa única decisão—tomada pelo medo—me tirou de mim mesmo. Perdi a presença. Já não conseguia alcançá-la. O fim de semana inteiro pareceu como bater em uma porta que não se abre. Mas agora eu vejo: a desconexão não começou com ela.


Começou quando eu não segui o amor.

Começou quando acreditei que o amor era condicional.


E foi aí que a lição de hoje me atingiu com força:

“Estou aborrecido porque vejo algo que não está lá.”


Achei que eu não era amado.

Achei que ninguém via o quanto eu me esforço.

Achei que ninguém olhava ou se importava com as minhas necessidades emocionais.


Mas nada disso era real.

O que era real… é que eu tinha me esquecido do amor—e isso me deixou com medo.


Agora eu vejo.

E com esse ver, algo dentro de mim se suaviza de novo.


O milagre não é que ela mude. 

O milagre é que eu finalmente posso ver onde deixei o amor para trás—

e escolher voltar para ele.

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